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Raymundo Faoro

 

Raymundo Faoro (1925-2003)

Advogado, jurista e escritor brasileiro nascido em Vacaria, Rio Grande do Sul, considerado um dos grandes pensadores do Brasil, autor de análises imprescindíveis ao entendimento da sociedade, da política e do Estado brasileiro. Filho de agricultores, passou boa parte da infância e da juventude na cidade de Caçador, Santa Catarina (1930-1945), para onde se mudou com a família e onde fez o curso secundário, no Colégio Aurora.

De volta ao Rio Grande do Sul, como estudante universitário foi co-fundador da revista Quixote (1947) e escreveu para diversos jornais do Rio Grande do Sul. Formou-se em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1948) e três anos depois (1951) seguiu para o Rio de Janeiro. Admitido por concurso como Procurador do Estado, na função destacou-se como um dos mais importantes juristas do Brasil, especialmente reconhecido e bastante respeitado pela sua contribuição às Ciências Sociais.

Publicou um livro considerado um clássico: Os Donos do Poder (1958), pela Editora Globo, de Porto Alegre, onde analisou a formação do patronato político e o patrimonialismo do Estado brasileiro, levando em consideração as características da colonização portuguesa. Escreveu outros livros em que discutiu temas como a política brasileira, ensaios jurídicos, além de um estudo sobre as obras e os personagens do escritor Machado de Assis. Também atuou como articulista em diversos jornais e foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB (1977-1979). Na política diretamente lutou pela redemocratização do País, defendeu o fim dos Atos Institucionais do regime militar e participou ativamente no governo João Figueiredo, na campanha pela anistia ampla, geral e irrestrita.

Este carioca voluntário e emérito, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (2000) no lugar do jornalista Barbosa Lima Sobrinho. Recebeu o Prêmio José Veríssimo da Academia Brasileira de Letras (1959); o Prêmio Moinho Santista de Ciências Sociais (1978) e a Medalha Teixeira de Freitas, do Instituto dos Advogados do Brasil.

Faleceu vítima de enfisema pulmonar, aos 78 anos, no Rio de Janeiro, velado na ABL e enterrado no Cemitério São João Batista. Conhecido como O Embaixador da Cidadania,.teve outras publicações importantes como o ensaio Machado de Assis - A Pirâmide e o Trapézio (1975), A Assembléia Nacional Constituinte - A Legitimidade Recuperada (1980) e Existe um Pensamento Político Brasileiro? (1994).

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/


Trabalhos Disponíveis de/sobre Raymundo Faoro na Internet

Raymundo Faoro historiador (Fábio Konder Comparato)

Raymundo Faoro leitor de Machado de Assis (Alfredo Bosi)

Atualidade de Raymundo Faoro (Simon Schwartzman)

Os Donos do Poder, de Raymundo Faoro (Helga Iracema Landgraf Piccolo)

Os donos do poder ao longo da formação sóciopolítica brasileira: uma visita à obra de Raymundo Faoro (Andressa Salvador)

Raymundo Faoro e os enigmas da transição política no início da década de 1980 no Brasil (Maria José de Rezende)

Revistas Acadêmicas

Raimundo Faoro: quando o mais é menos (Maria Aparecida Azevedo Abreu)

A história da democracia ainda não começou” no Brasil, afirmava o jurista Raymundo Faoro no início da década de 2000 (Maria José de Rezende)

Os donos do poder: Em busca da gênese das Câmaras Municipais na obra de Raymundo Faoro (Jorge Barcellos)

Buarque de Holanda, Raymundo Faoro e Oliveira Vianna (Daniel Barile da Silveira)

As Forças Armadas e a reflexão de Raymundo Faoro sobrea abertura política, 1984(Maria José de Rezende)

Atraso Via Modernização Cultural: Uma LeituraEvolucionista das Obras de Raymundo Faoro e de Celso Furtado (Marcelo Arend)

O capitalismo brasileiro e as modernizações desvinculadas da modernidade (Maria José de Rezende)